Panorama do Cinema em Mato Grosso

Em sua vigésima edição, o CINEMATO – Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá – convidou pesquisador@s do cinema produzido em Mato Grosso (Luiz Borges, Aníbal Alencastro, Moacir Francisco de Sant’Ana Barros, Diego Baraldi e Caroline Araújo) para compor uma lista de filmes realizados no território mato-grossense desde o início do século XX (incluindo filmes realizados antes da divisão do Estado, em 1977) e que estão disponíveis para acesso em diferentes redes de difusão de conteúdos audiovisuais. Mais do que um levantamento preciso sobre o cinema produzido no Estado, esse panorama visa elencar alguns títulos que revelam como temas, histórias, paisagens e personagens de Mato Grosso vem sendo representados por cineastas de diferentes épocas.

1916 – Rituais e festas Bororo (Major Thomaz Reis, 1917, 31 minutos). Para assistir ao filme, clique na opção “Watch on YouTube” na janela abaixo. “Rituais e festas Bororo” é considerado um dos primeiros filmes etnográficos do mundo. Foi apresentado na mostra “Premier contact, premier regard”, organizada por Pierre Jordan em Marselha, na França em 1992, junto aos filmes europeus e norte-americanos do início do século. Fonte: Canal do YouTube do Museu do Índio.

1935 – Trabalho de gado no curral de uma fazenda ao sul de Mato Grosso (Dina & Claude Levi Straussm, 1935, 3 minutos). Fonte: Canal do YouTube Fábio Costa Menezes.

1936 – Alma do Brasil (Líbero Luxardo, 1932,52 minutos). A paisagem de Mato Grosso (antes da divisão do Estado) é palco para a reconstituição do episódio conhecido como Retirada de Laguna. São lagos, quedas d’água, espécies de animais e a vegetação típica do Pantanal que contrastam com exercícios realizados na cidade por militares.Fonte: Canal do YouTube da Cinemateca Brasileira.

1953 – Funeral Bororo (Heinz Forthmann & Darcy Ribeiro, 1953, 41 minutos). Cerimonial fúnebre dos índios Bororo, no Vale do São Lourenço-MT: enterro primário, lavagem e enfeites dos ossos, enterro definitivo. O ritual, o artesanato, os enfeites e a cerimônia fúnebre”. Fonte: Canal do YouTube do Museu do Índio.

1963 – Selva Trágica (Roberto Farias, 1963, 100 minutos). A história focaliza a exploração da erva-mate na selva brasileira no início do século. Dona da única concessão, a companhia responsável pela exploração, escraviza os trabalhadores que têm a dura tarefa de transportar nas costas cem, e às vezes duzentos quilos da erva. Revoltados com a situação muitos trabalhadores tentam a fuga, mas os que são capturados sofrem impiedosos castigos. Realizado a partir da obra de Hernani Donato. Fonte: Canal do YouTube Cine Brasil América.

1967 – A margem (Ozualdo Candeias, 1967, 90 minutos). Fonte: Canal do YouTube Julio Cesar.

1970/76  – Mundo à parte, de Arne Sucksdorff. Uma viagem pelo Pantanal mato-grossense: fixação de acampamentos; 150 km de percurso Pantanal adentro: o convívio com animais selvagens, as riquezas naturais; os animais, seu habitat, e a importância de várias espécies no equilíbrio do mundo animal. Arn Sucksorff, renomado cineasta sueco, viveu em Mato Grosso por 30 anos, militou em defesa do Pantanal através de documentários, livros e reportagens veiculados mundialmente. Veio ao Brasil pela primeira vez em 1962 para ministrar um curso de cinema a convite da UNESCO e Itamaraty, influenciando a emergente geração do Cinema Novo.

1974 – Caçada Sangrenta (Ozualdo Candeiras, 1974). Fonte: Canal do YouTube Cine Brasil América.

P.S. Glauber: te vejo em Cuiabá (Glória Albuês, 1986, 15′). Aproveitando a passagem da Mostra Tempo Glauber (promovida pelo Sesc em 1986 no Teatro da UFMT), os comediantes Liu Arruda (1957-1999) e Meire Pedroso percorrem espaços da cidade de Cuiabá e conversam com pessoas de diferentes extratos sociais e culturais sobre o grande cineasta, televisão, cinema e cultura brasileira. Além da presença saudosa de Lúcia Rocha (mãe de Glauber), o curta faz uma crônica irreverente sobre a Cuiabá de meados da década de 1980 e a relação de seus habitantes com a cultura, em especial com a memória do cinema brasileiro.

Eduardo Ferreira. Clipe da GTW e movimentação da cena artístico-cultural cuiabana underground/independente. Pistas no documentário “Entre mortos e feridos salvaram-se quase todos – GTW: 30 anos depois” (Joe Fagundes, 2018, 73′):

Enigma de um dia (Joel Pizzini, 1996, 21′):

Pobre é quem não tem jipe (Amauri Tangará, 1997, 94′):

A Cilada com Cinco Morenos (Luiz Borges, 1999, 14′)

Centro Histórico de Cuiabá, de Bill Reino (2000, 13’, classificação livre). Produzido pelo IAB-MT em parceria com diversas instituições que promoveram o Concurso Nacional de Projetos Pró Centro Histórico de Cuiabá no ano 2000, tendo a finalidade de instruir as equipes participantes do concurso sobre a história da formação do Centro Histórico de Cuiabá, o estado de preservação e a relação com o contexto urbano e social da época. O documentário tem roteiro de Antônio Copriva, com texto de narração produzido por Júlio De Lamonica Freire. A locução é de Gilberto Canavarros.

Saringangá (Márcio Moreira, 2001, 11′):

Série Imagens da Terra: Arte aqui é mato (Márcio Moreira e Kátia Meirelles, 2001, 14′):

Curta da Valéria Del Cueto

História sem fim… do Rio Paraguai – o relatório (Valéria Del Cueto, 2004, 16′). O material da Expedição e os créditos do filme estão em pantanalsemfim.wordpress.com – (C)2004 Valeria del Cueto, all rights reserved. Prêmio do Júri do Amazonas Film Fest (2005). Diário de Bordo. Cruzamos o Pantanal! A primeira etapa da Expedição “História Sem Fim…” do rio Paraguai” foi realizada. Agora é esperar o relatório do professor Célio Couto. Cabe a ele avaliar o projeto. O Pantanal nos ensinou que tudo acontece no seu próprio tempo. A sorte está lançada. É aguardar o relatório e suas conseqüências… Valéria del Cueto

Céu e Água (João Carlos Bertoli, 2007, 52′):

Arne Sucksdorff: uma vida documentando a vida (Bárbara Fontes, 2004, 34′):

Cuiabá sob o olhar de Lázaro Papazian, de Aliana Camargo & Cristiano Costa (2005, 13′, classificação livre). O documentário aborda o espaço urbano de Cuiabá por meio dos registros históricos de Lázaro Papazian, fotógrafo e cinegrafista de origem armênia que, em 1926, mudou-se para cidade e, a partir de então, passou a registrar episódios da vida social e política da capital matogrossense. Papazian foi um dos poucos a registrar vários acontecimentos da cuiabania, como a filmagem da demolição, em 1968, da Igreja Matriz Senhor Bom Jesus de Cuiabá, evento que marca a busca por modernização da cidade, seguindo os passos da recém criada capital do país. Premiado no 12º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá (2005).

Parabéns, Vitor! Leonardo Sant’Ana.

A ser inserido.

Alves de Araújo, de Caroline Araújo (2006, 25′):

A oitava cor do arco-íris, de Amauri Tangará (2004, 80′):

Cerimônias do Esquecimento, de Eduardo Ferreira (2004, 54′):

“Elogio da Graça”, do Joel Pizzini (2010, 26′):

Caio André, de Luiz Marchetti (2011, 7′):

Depois da queda, de Bruno Bini (2011, 18′):

Colapso Narciso, de Maurício Falchetti (2010, 17′):

Boneca de Neuza, de Luzo Reis e Thiago Costa (2010, 11′):

A trama do olhar, de Glória Albuês (2010, 52′):

Horizontem, de Amauri Tangará (2008, 15′):

Licor de Pequi, de Marithê Azevedo (2016, 15′, classificação livre). O filme tem poética construída a partir de três gerações de mulheres: uma senhora (Lúcia Palma) guarda a memória do lugar por meio de objetos que juntou durante a vida, mas está esquecendo as palavras; uma jovem poeta (Luana Costa) busca a palavra geradora para escrever seus poemas; já a menina (Flor Leite), em fase de alfabetização, descobre as palavras. Uma conta histórias, a outra escreve poemas, a terceira solta pipas. As três habitam o mesmo espaço urbano, o Centro Histórico da cidade de Cuiabá, com casas abandonadas, casas habitadas e casas restauradas, todas com camadas distintas de memória. O filme foi realizado com recursos do MINC/SAV por meio de edital de curta metragem onde concorreram realizadores de todo o país.

Composto, de Severino Neto & Rafael de Carvalho (2016, 15′):


Filhos da Lua na Terra do Sol, de Danielle Bertolini (2016′, 16′):

Cineclube Coxiponés, 40 anos de cineclubismo, de Luzo Reis (2017, 21′):

Pandorga, de Maurício Pinto (2017, 17′):

Teodora quer dançar, de Samantha Col Debella (2017, 17′):

A gente nasce só de mãe, de Caru Roellis (2017, 20′):

Aquilo que me olha, de Felippy Damian (2015, 11′):

O muro, de Perseu Azul (Cérbero Filmes, 2016, série de cinco episódios disponíveis na Plataforma Looke). Trailer:

Palavras, de João Manteufel (2018, 26′):

Giramundá, o Congo e a diáspora, de Cláudio Dias e Gilson Costta (2018, 52′):

Como ser racista em 10 passos, de Isabela Ferreira (2018, 13′):

Majur, de Íris Alves Lacerda (2018, 20′):

Série Cine Comentário Sonoro.

Na série “Cine Comentário Sonoro” realizador@s relembram histórias associadas à produção de seus filmes, através de uma faixa de comentário sonoro integrada aos curtas. A série é produzida em parceria entre realizador@s, o Cineclube Coxiponés da UFMT e a Rede Cineclubista de Mato Grosso (REC-MT).

Esta lista está em construção.

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